Resenha crítica da minissérie "Olhos que condenam"
Por Gabriela Pontes
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Fonte: adorocinema.com |
A narrativa criada e dirigida por Ava DuVernay procura mostrar todo o processo de interrogatório, os abusos físicos e psicológicos sofridos pelos cinco e a clara motivação da polícia: o racismo.
Mesmo sem provas e sem o conhecimento de todos os fatos, os policiais e a promotora de justiça de Nova York coagem e forçam os jovens a assumir a autoria dos crimes, fazendo com que no julgamento eles peguem de 5 a 12 anos de prisão em reformatórios e cadeias para adultos, causando indignação de seus familiares e amigos. Somente 13 anos depois, com a descoberta do verdadeiro autor do crime, todas as acusações contra os rapazes são retiradas e eles são considerados inocentes.
O que algumas pessoas não sabem é que o caso de fato ocorreu e ficou conhecido nos Estados Unidos como “O caso da corredora do Central Park”. Sabendo disso, o público ficou ainda mais perplexo com a história, visto que os jovens possuíam pouca idade e foram submetidos a situações desumanas pelos agentes, sendo chamados até de animais.
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Fonte: Trailer da Netflix |
A minissérie possui ótimas avaliações e uma grande pauta. Por isso, indico a todos que reservem um tempo para assistir esta profunda produção que nos proporciona importantes reflexões. Ela está disponível apenas na plataforma de streaming Netflix, mas para os interessados, segue o link do trailer.
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Adorei sua resenha, uma recomendação super interessante, gostei muito!! Já tinha ouvido falar sobre essa minissérie, porém, a forma que me contaram, não me chamou muita atenção, mas depois de ler o seu texto, com certeza, vou ir assistir, parabéns!!
ResponderExcluirmuito bom, Gabi! eu já assisti essa minissérie e fiquei impactada com tamanha maldade com esses garotos. é uma ótima indicação para que possamos ter um olhar mais sensível para questões como essas que você apontou.
ResponderExcluirMuito boa recomendação! Além da importante questão do racismo, permite refletir sobre justiça, devido processo legal, direito ao contraditório e presunção da inocência, figuras fundamentais da sociedades democráticas.
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