A dignidade
menstrual
Por Julia Stamborovski
Dignidade menstrual, termo que designa a
triste realidade de vinte e seis por cento das mulheres de quinze a dezesseis
anos especificamente no Brasil, as quais não possuem acesso às condições básicas
e mínimas de higiene no período menstrual. Mesmo que haja o reconhecimento da
ONU como direito da mulher, a higiene menstrual continua sendo um problema, é
uma questão que se enquadra como saúde pública. A pobreza menstrual viola
os direitos concedidos às mulheres, além de causar problemas à saúde, a falta de
acessibilidade à condições básicas acarreta na educação dessas mulheres, por
perderem quarenta e cinco dias do ano letivo. E tratando-se da população
carcerária feminina, as presas recebem oito absorventes a cada trinta dias, sendo que, em média, se é usado vinte
absorventes por ciclo e por ser uma quantidade precária muitas dessas
mulheres fazem o uso de miolo de pão,
jornal e pedaços de tecido, podendo gerar infecções. Mulheres que estão em
situação de rua passam pelo mesmo problema e um a mais, não possuem um local
adequado para se higienizarem e somando todos esses problemas com o descaso
institucional, inclui-se o alto valor a ser pago pelo tabu em torno da
menstruação.
E felizmente, existem muitos projetos que podemos apoiar para ajudar no combate à pobreza
menstrual. Eles se encontram no Instagram, em perfis como "Cadê o Absorvente", "Onu Mulheres", "Sem Pobreza Menstrual" e "Girl Up Brasil". No site da empresa Chão de Casa, que luta pela causa, existe a opção de doação, em que compra-se um ou mais bioabsorventes que serão doados para instituições.
Para mais informações acesse https://www.instagram.com/pobreza.menstrual/
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Este texto está mais do que certo! Muitas mulheres nos dias de hoje precisam usar panos por falta de absorvente e condições de comprar. Mesmo com a distribuição deles, ainda sin, muitas que ficam em áreas periféricas, cidades pequenas não conseguem receber ajuda.
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