Compilação de sonetos

Compilação de sonetos 


Na margem do rio se questiona                      

De outras belezas, portanto, se esquece        

O reflexo na água vem à tona                         

Narciso, belo e apático adoece                       

 

Atraído por seu retrato nobre,                        

Ainda que para sempre aguardasse,           

Nunca o tocaria, embora recobre                  

 

Não longe uma ninfa é amaldiçoada             

A deusa Hera lhe havia condenado               

Mas mal maior estava de chegada                

Por Narciso havia se apaixonado                  

 

Contudo, a ninfa se viu desolada                 

Seu maior amor a tinha deixado                   

Mais tarde sua dor foi compensada        

Por Maria Eduarda Alberto Prado e Letícia Quaresma Nascimento



       

 

Uma fotografia de uma das plantas que ocupam o jardim no quintal

Como pode trazer-me tanta paz?

Ainda que seja simples concreto,      

Me acolhe com demasiado afeto                       

Como apenas um amigo é capaz                      

 

Pois quem me guia é tua luz audaz                      

Ela queima meu tormento inquieto

Depois o vento o leva em seu trajeto

Assim, a tranquilidade se faz                


Tudo se explica com a conexão

Em razão das lembranças de infância

Que iniciaram nossa relação         

 

Enfim ao leitor vou revelar:

O meu agradecimento tem culminância

No quintal, arredor do meu lar!       


Por Ana Luiza Cerqueira



Ah! Se eu pudesse fugir de mim e de você...

Eu acho que me apaixonei por você esta noite,                   

Na porta, onde você me deu um beijo de boa noite  

Depois de uma dança que me fez sentir bem;                   

Mas no fundo sei que isso não pode ser verdade.


Em meio a todo esse calor de verão difícil,                     

Você tornou minha faísca uma grande chama         

E por um momento           

Compartilhamos o mesmo batimento.

            

Nesta noite: um beijo, no dia seguinte um adeus.               

O navio que navegamos terei que desamarrar.                

Não conseguirei suportar aqueles terríveis atos seus.              


Na manhã seguinte eu procurei através do mar caótico,                 

Mas você se foi, eu temo.                 

Agora meu mundo se tornou algo catastrófico.      

Por Emilly Anne Schnoeller, Heloísa Horikawa Armelin e Luna Carine


Mas se você apenas me dissesse a verdade,                

jovem coração, doeria menos ou mais?

Ah, e aquelas inverdades banais...                       

Só queria fugir de toda a complexidade.                   

 

Ao te amar fiquei trancada, sem liberdade                     

Mas pensar em te dar um beijo e um adeus? Jamais!        

Não compartilhávamos sentimentos iguais        

E no fim notei a sua falta de lealdade.

        

Você me congelou com suas frias palavras           

E não posso crer que gostei de você outrora...              

Todas as grandes mentiras foram reveladas.               

 

Agora, por obséquio, não tente me impedir.                 

Eu de fato preciso superar e ir embora.              

Já passou da hora desta jovem alma partir.

Por Emilly Anne Schnoeller e Heloísa Howikawa Armelin


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