Novamente, o blog!

 Novamente, o blog!

Por Paulo Pivaro

Exatíssima comunidade circulante, bem-vind@s novamente!

Já vai lá mais de um mês que por aqui estivemos propondo em texto e arte uma textura à parte para essa vida que se espraia diante de todos. Tantos intuitos, tantos impasses, tantas confissões, tantas ideias que como velas nos transportaram por horizontes diversos – durante todo o primeiro semestre, este blog foi globo giratório que, parado ao toque de nosso dedo (um clique!), proporcionou-nos um conhecimento diferente a cada vez, um jeito de sentir, uma proposta de sentido.

Vieram as férias, as longas (?), merecidas (??), justas (!) férias interpor-se no caminho. Como todos, o blog descansou. Depois dos transportes, aportou. Com elas, sei que tivemos a sabedoria de entender a hora vertical, aquela em que o horizonte se embaça e devemos voltar-nos para dentro, para o mergulho. Mergulho na água (invejo quem o fez!), na mágoa ou na mágica das letras, dos números, das cores, dos símbolos. De todo modo mergulho, após o qual emergimos para um mundo imensamente novo, porque renovado por nossa própria transformação.

Diria Heráclito, as águas mudam, como nós mesmos, o que quer dizer que, entendida a lógica da transformação imparável do universo, dormimos bem e acordamos lúcidos para uma realidade em que tudo é sempre outro, diverso, desconhecido. Mais sábios, mais velhos e mais novos, despertamos. Cumpre-nos, agora, fazer despertar.

Um novo dia não é qualquer coisa. É um novo ciclo a nos espreitar, a nos desafiar com e para a novidade. Um novo dia, a bem dizer – margeando Simone de Beauvoir –, não é dado, constrói-se. Para que se faça jus à entrega espontânea das flores, que se atiram à vida em cor e perfume, esgotando inconsequentemente seu ser na forma do vigor, arte pronta da natureza, temos de ter graça. E ter sonho, e ter raça, e ter gana, e ter manha... (E ouvir Elis cantando “Maria Maria”!) Ou seja, o novo dia que esperamos, de que carecemos, para que seja novo também em nossa forma de vida, depende de nós. É então a espera ativa, a esperança que impulsiona a criação. O blog não retorna: recomeça (o que é começar), renasce (o que é nascer), reinaugura (o que é inaugurar). Quem embarca?

Desde já e sempre, mandem seus textos (de qualquer tipo) para exatamenteoblog@gmail.com .

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