Resenha crítica do livro "A mais pura verdade"

 “Viver com medo não é jeito de se viver”

Por Heloísa Horikawa
Capa do livro A mais pura verdade / Amazon.com

Esse livro realmente me prendeu na leitura, adorei o personagem principal (Mark) e seu companheiro Beau (cachorro de Mark). “A mais pura verdade” é um dos meus  livros favoritos (talvez seja até o meu favorito de todos os tempos), me marcou muito e no meu ponto de vista, mesmo o livro sendo curto e rápido de ler, é uma história muito profunda que mostra as inconstâncias da vida, a mensagem por trás da escrita do autor é real e tocante. Eu gosto desse estilo de que mesmo o livro sendo simples ele consegue deixar sua marca e mensagem.

Dan Gemeinhart vive em uma cidade no meio do estado de Washington, é casado e tem três filhas, é professor e bibliotecário em uma escola primária. O livro “A mais pura verdade” foi escrito em 2014 , publicado em 7 de outubro de 2014 e foi seu primeiro livro. Para ele, o propósito deste livro era que ele fosse comovente, com um significado, mas que também fosse simples, para que pessoas de todas as idades pudessem ler.

A história é contada por dois personagens, Mark, o menino que foge para escalar as montanhas e Jesse, sua melhor amiga que continua na cidade apreensiva pela volta de Mark. Os capítulos são intercalados, um narrado por Mark, outro pela Jesse e no total são 13 ½ capítulos.

No livro o vocabulário é expressivo, pois são palavras que podem ser ditas e entendidas pelas crianças, logo por pessoas de outras idades também.

Mark é um menino que tem uma doença (só descobrimos qual é a doença no meio do livro), ele sabe que tem grandes chances de morrer, então decide embarcar em uma aventura antes disso acontecer, pega um pouco de dinheiro, sua câmera fotográfica, seu caderno e seu cachorro para embarcar nessa viagem. O local onde ele quer tanto ir é o topo do Monte Rainier, pois Mark e seu avô sempre conversavam sobre fazer isso antes de seu avô morrer, mas ninguém da família sabia sobre isso, então nunca pensaram que ele estaria indo para lá, mas sua melhor amiga sabia e por isso a história é contada pelos dois; Mark com a história da sua jornada e Jess que mostra o impacto que o desaparecimento de Mark causou e o dilema que ela passa por saber onde ele vai, se questionando se conta ou não para as pessoas.

Eu fiquei pensando muito sobre pontos negativos sobre o livro, mas eu gostei demais, eu recomendo muito e apesar do livro acontecer por conta de uma doença, ele não tem tanto a ver com isso, tem a ver com sonhos, determinação, lembrança e as coisas importantes da vida! “A mais pura verdade” me fez refletir sobre o meu próprio Monte Rainier, confesso que ainda não descobri qual é, mas estou pero!

“Na manhã seguinte, eu estava duro, dolorido e morrendo de fome – mas estava vivo, e mais determinado do que nunca a chegar ao fim da minha missão. Não havia chegado até aqui e sobrevivido a tudo isso só para desistir agora. Essa é a mais pura verdade.”

Eu gosto muito da força  e determinação do Mark, muitas coisas ruins aconteceram no meio desta aventura, mas ele não desistiu – muitas coisas boas aconteceram também! O final do livro pode ser considerado um final feliz ou um final triste, depende da interpretação e de quem lê. Para mim foi um final feliz  e um ótimo encerramento. Essas são algumas das minhas frases favoritas do livro:

“Mesmo a muitos quilômetros de distância, um amigo ainda pode segurar sua mão e estar ao seu lado.”

“Mentir para pessoas boas sempre dá uma sensação ruim. Mas era preciso. Então, foi o que eu fiz.”

“Como ajudar quando ajudar e ferir são a mesma coisa?”

“Morrer e viver. É tudo uma bagunça.”

“Viver com medo não é jeito de se viver.”


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