O Facebook vai mudar de nome?

 O Facebook vai mudar de nome?

Por Emilly Anne Schnoeller

Imagem de “EM NOTÍCIA”


      O gigante da mídia social, Facebook planeja mudar o nome de sua empresa na próxima semana, relata The Verge citando alguém familiarizado com a situação. O novo nome deve refletir o foco na estrutura do metaverso, uma versão de realidade virtual da Internet que o Facebook vê como o futuro. O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, quer falar sobre o rebranding na Conferência Connect, disse o relatório. 


 Afinal, o que é esse “metaverso”?

    Supõe-se que seja um ambiente virtual conforme descrito nos romances de ficção científica. Zuckerberg acredita que isso não é mais apenas um sonho devido ao rápido desenvolvimento de hardware e óculos para realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR).

       O metaverso, abreviação de "metauniverso", é um mundo digital onde o real e o virtual se fundem em uma visão de ficção científica e permite que as pessoas se movam entre diferentes dispositivos e se comuniquem em um ambiente virtual. Em termos práticos, refere-se a produtos e serviços de realidade aumentada e virtual.

    Mais recentemente, os planos para o metaverso ganharam um impulso quando o Facebook anunciou que queria contratar mais de 10.000 pessoas na Europa nos próximos cinco anos para construir seu metaverso.  


Por que mudar de nome?

     A verdade é que o Facebook precisa urgentemente de manchetes positivas. As revelações de Frances Haugen, ex-funcionária que denunciou o Facebook ao Senado dos EUA alegando que a empresa promove notícias falsas e postagens de ódio para aumentar seus lucros, atingiram gravemente o grupo. Uma mudança de nome deve ajudar a realinhar o gigante.

        A marca Facebook está entre as dez mais valiosas do mundo. No atual ranking “BrandZ” da Kantar, a empresa está em 6° lugar com um valor de marca de quase 227 bilhões de dólares, mas a marca sofreu muito nos últimos meses (leia também o texto A queda bilionária na fortuna pessoal de Mark Zuckerberg e a prestação de serviços pela empresa Facebook) e talvez o fundador da empresa dê um passo radical para transmitir as ambições do grupo de forma mais clara para o resto do mundo.

      De acordo com o portal de tecnologia “The Verge”, bem conectado no Vale do Silício, o grupo do Facebook queria mudar o nome da empresa para focar no mundo virtual “metaverso”. A mudança deve sinalizar a ambição do gigante da tecnologia de ser conhecido mais do que apenas pelas mídias sociais. Não há confirmação para o furo de The Verge, o fato é, alguém do pequeno grupo que foi inaugurado dentro da alta administração da empresa estragou o show para o Zuckerberg.

        O grupo do Facebook não só possui o serviço real do Facebook, mas também o serviço de mensagens WhatsApp e o serviço de vídeo Instagram. Oculus também faz parte do império do Facebook. Até agora, essas diferentes marcas foram ofuscadas pelo Facebook, mas de acordo com o relatório do The Verge, renomear o grupo provavelmente posicionaria o aplicativo com logotipo azul e branco como um dos muitos produtos de uma empresa que supervisiona o Instagram, WhatsApp, Oculus, etc.


O Facebook não seria a primeira corporação do Vale do Silício a mudar o nome da empresa se a direção da empresa se expandisse

Após o lançamento do primeiro iPhone em 2007, a Apple excluiu a palavra “computador” do nome da empresa “Apple Computer''.  Na época, o reprodutor de música iPod sozinho estava fazendo mais vendas do que os computadores Macintosh. 

Concluindo, ao mudar de nome, o Facebook reforçaria suas ambições que vão além das redes sociais convencionais e um motivo para a mudança também seria o desejo de melhorar a imagem manchada da empresa que, de acordo com as alegações de Frances Haugen também deixa de lado preocupações levantadas internamente, segundo as quais o Instagram agrava os problemas de jovens com sua imagem corporal e até mesmo desencadeia pensamentos suicidas em alguns jovens. Essas acusações reforçam os críticos do Facebook no Congresso dos Estados Unidos, que estão fazendo campanha para que o grupo seja dissolvido.


Frances Haugen Foto: Matt McClain/Reuters


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Comentários

  1. Ótimo texto! Crise e mudança vêm sempre juntas, e o Facebook com certeza entende isso bem. São transformações que devem alterar em cascata todo o universo de serviços digitais, aproveitando o avanço do famigerado 5G. É curioso, a propósito, como esses avanços das empresas de tecnologia, que amplia as experiências, no campo virtual, para os integrados economicamente, contrasta com a realidade material dos excluídos, cada dia mais bruta.

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  2. Olá Emilly, ótimo texto que atualiza as possibilidades das redes sociais. Profivan

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