Neuroses na psicanálise

                                                                                                                      Por Ana Paula M.

 

Freud, conhecido popularmente como o “pai da psicanálise” (estudo que aborda a investigação da psique humana independente da Psicologia), era médico neurologista e psiquiatra. Nasceu em 1856 no dia 6 de maio, na Áustria.

Segundo ele, a neurose e as outras duas noções (psicose e perversão) são usadas para explicar o ser humano, seus sentimentos e emoções negativas; normalmente pessoas neuróticas se preocupam com tudo ao seu redor e são emocionalmente vulneráveis.  E essa noção, neurose, é concebida basicamente como uma defesa contra ideias desagradáveis.

Comumentemente era chamada de "doenças dos nervos", por antigamente acreditarem que se tratava de uma doença neurológica, um distúrbio nervoso, e não uma doença de origem psíquica. Contudo, Freud começou a estudar sobre a relação entre hipnose e pacientes que manifestavam sintomas como paralisia, mutismo, movimentos repetitivos, etc. E com esses estudos, e a histeria (investigando pacientes) e ao desenvolver sua teoria psicanalítica, designou o termo neurose para o modo como o indivíduo se relaciona com os seus desejos e com as suas contradições, revolucionando a comunidade científica da época.

Nesse âmbito, para se entender o que são as neuroses, precisa-se analisar detalhadamente a sua origem, a qual se dá na infância, ou seja, no começo do processo de constituição do sujeito durante as fases de desenvolvimento psicossexual.

A neurose é individual e se caracteriza por uma resposta a um ou mais eventos depressivos em um determinado momento do processo de formação da personalidade. Portanto, a supressão de conflitos e conteúdos desagradáveis é um mecanismo de defesa psicológica do indivíduo contra fatores externos, embora estes ainda existam no inconsciente de todos. Uma vez que esse mecanismo é acionado, ele geralmente aparece na forma de sintomas e padrões de comportamentos repetitivos, podendo ser tanto motores quanto verbais, de acordo com as características particulares e sintomas específicos de cada neurose. Além disso, ela pode ser dividida em diferentes tipos, sendo as principais: a neurose obsessiva,  a fóbica e a de histeria. Na sequência, será apresentada somente a explicação de umas dessas neuroses. Caso queira saber das demais, acesse o link disposto no final do texto.

Neuroses obsessivas

A neurose obsessiva é uma neurose caracterizada por sintomas obsessivo-compulsivos, como pensamentos teimosos e manifestações de mau comportamento. É quando os pensamentos humanos são invadidos por imagens, pensamentos ou palavras e vão contra a vontade do indivíduo.

Segundo a teoria de Freud, na neurose obsessivo-compulsiva, a consciência e a razão permanecem despertas e completas, mas essas obsessões incontroláveis ​​privam os indivíduos de seus pensamentos e ações. Esses são fenômenos decorrentes de conflitos internos, devido à frustração dos instintos.

Portanto, essa neurose é considerada um reflexo de nossa experiência, trauma e depressão. Sendo assim, os sintomas dessa neuropatia são como uma manifestação simbólica de conflito psicológico. Para Freud, a neurose obsessiva está relacionada à teimosia, e também ao desenvolvimento de um superego – parte da psique ligada às exigências normativas do comportamento – muito rígido.

Logo, a neurose obsessivo-compulsiva reflete sintomas fortes e exagerados, como:

  • preocupar-se excessivamente com limpeza;
  • lavar as mãos repetidamente;
  • verificar diversas vezes portas, janelas, gás, não usar roupas de determinada cor acreditando em alguma crença relacionada a esta cor;
  • não passar por determinados lugares com receio de que algo aconteça;
  • e qualquer outro tipo de manifestação obsessiva, como o próprio nome já diz;

Tratamentos

Como apresentado anteriormente, a neurose é um dos transtornos mentais na pesquisa psicanalítica. Como acontece com outras doenças, seu tratamento é baseado em monitoramento e intervenção, como, por exemplo, por meio da terapia. E também pode envolver acompanhamento psiquiátrico, que ditará os medicamentos a serem administrados.

Ao contrário de outras doenças (como depressão), o tratamento pode não exigir medicação, se for seguro para o paciente. O objetivo do tratamento é combater os sintomas e proporcionar aos pacientes uma vida tranquila e normal.

 

 

 

Caso precise de ajuda psicológica e precise de um apoio emocional, ligue 188 CVV (Centro de Valorização da Vida). Além disso, aqui está um link que proporciona ver as Redes de Atenção Psicossocial (RAPS) fornecidas em todo o país: Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) - 30Set2020.

Link das demais neuroses: https://www.vittude.com/blog/tipos-de-neurose/

 

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Comentários

  1. Texto incrivel, muito importante tratar sobre um tema tão importante mas tão complexo, parabéns pela ousadia e competência.

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