A expressão da alma
The Soul's Expression
Por Elizabeth Barrett Browning (1806-1861)
With stammering lips and insufficient sound
I strive and struggle to deliver right
That music of my nature, day and night
With dream and thought and feeling interwound,
And inly answering all the senses round
With octaves of a mystic depth and height
Which step out grandly to the infinite
From the dark edges of the sensual ground.
This song of soul I struggle to outbear
Through portals of the sense, sublime and whole,
And utter all myself into the air;
But if I did it,— as the thunder-roll
Breaks its own cloud, my flesh would perish there,
Before that dread apocalypse of soul.
A expressão da alma
Versão por Paulo Pivaro
Tremendo os lábios, sussurrando signos
Torço e retorço-me por vir à luz
A música do ser, que me faz jus
– Afetos, sonho e ideia entretecidos –,
E íntimos ecos bordam sons ouvidos
Em oitavas de abismos e de azuis
Subindo ao infinito que reluz
Desde o terreno umbroso dos sentidos.
Esta canção da alma, dói levar
Por sendas sensuais, sublime e isenta,
E ressoar meu ser exposto ao ar;
Mas se o fizer – como o trovão rebenta
A nuvem que o gerou, vou desmanchar
No apocalipse atroz da alma violenta.
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Giovanna:Foi um poema muito interresante e bonito e gostei de ver em Inglês e Português Adorei
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